Especial 17-07


Jornalismo e Sociedade
Cresce a campanha em defesa do diploma


*do site da FENAJ, em 15/07/2008


A campanha em defesa do diploma e pela rejeição do Recurso Extraordinário (RE) 511961 no Supremo Tribunal Federal (STF) intensifica-se em todo o país. Vários estados registraram novos avanços nas últimas semanas. A FENAJ abriu espaço em seu site para manifestações dos jornalistas e da sociedade. E a Coordenação da campanha orienta as entidades que já aderiram ao movimento a intensificarem a busca de apoios. O julgamento do recurso no STF está previsto para o segundo semestre de 2008.Em Pernambuco, o Sindicato dos Jornalistas desenvolve diversas atividades. Além de um ato público que está sendo preparado, a entidade já percorreu as redações distribuindo materiais da campanha e vem agendando visitas a entidades e autoridades. Na semana passada, obteve o apoio do Conselho Estadual de Medicina (Cremepe) e da CUT/PE ao movimento. Já solicitou audiência com o governador Eduardo Campos e aguarda também a definição das datas dos encontros com as presidências da Assembléia Legislativa e Câmara de Vereadores do Recife, além das prefeituras de Recife e Olinda.No dia 4 de julho o Departamento de Jornalismo da UFSC, além de uma moção de apoio ao movimento, definiu um conjunto de ações. Entre elas, a publicação de um anúncio na próxima edição do jornal laboratório “Zero” e a promoção de uma mesa redonda já no reinício das aulas, em agosto.A Câmara de Vereadores de Sorocaba (SP) aprovou por unanimidade, no dia 10 de julho, uma moção em apoio à obrigatoriedade do diploma em Curso Superior de Jornalismo para o exercício da profissão que será encaminhada ao Supremo Tribunal Federal.No RS, professores e estudantes dos cursos de Jornalismo da UFSM, UFRGS, Ulbra, Unisinos, Feevale, Univates, Unifra e UPF, além do Diretório Acadêmico da UFSM, União Estadual dos Estudantes, Unifra e Movimento Jornalistas por Formação reuniram-se no dia 11 de julho, na sede do SJRS, e se engajaram na campanha em defesa do diploma . Na reunião foi definida a redação de um documento que será encaminhado aos reitores das universidades, a participação de dirigentes da FENAJ e do Sindicato em aulas inaugurais e debates entre o final deste mês e 13 de agosto - data em que haverá uma mobilização em defesa da regulamentação da profissão.Em carta ao presidente do STF, o atual e o futuro presidentes da INTERCOM (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), José Marques de Melo e Antonio Hohlfeldt, expressaram a posição da entidade sobre o tema. “O diploma de jornalismo, que agora se discute, não constitui uma simples reserva de mercado. Estabelece, isto sim, que o jornalista deve passar pelos bancos da Universidade. Só ali esse agente da informação coletiva pode se qualificar profissionalmente. É onde pode adquirir clara percepção das responsabilidades que tem perante à sociedade”, diz o documento, complementando que “Não se trata de defender uma categoria, mas, acima de tudo, garantir ao conjunto da sociedade brasileira o direito de ser bem, livre e corretamente informada”.A coordenação da campanha do diploma orienta os sindicatos, entidades da sociedade civil e demais entidades do campo do Jornalismo a prosseguirem defendendo o direito da sociedade à informação de qualidade buscando mensagens e moções de apoio ao movimento, como também enviando mensagens para os e-mails dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgarão o recurso do Ministério Público Federal e do Sindicato das Empresas de Radiodifusão de São Paulo que tenta desregulamentar a profissão de jornalista no País.

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