Especial 08-07

Olá! Hoje é dia de mais uma matéria especial... O assunto da semana, até mesmo do mês tem sido a Inflação. Esse "monstro" voltou novamente a apavorar muita gente por aí. Um pouquinho mais de idade que você tiver deve lembrar do que aconteceu antes da implementação do Plano Real. Eu particularmente não lembro de nada, apesar de já ser uma jovem criancinha que teve que trocar os cruzeiros por reais antes de ir pra padaria buscar pão (é, isso é a única coisa que eu lembro). Mas o Bolsa de Mulher, do MSN, publicou na semana passada uma matéria muito interessante sobre como acontece o processo de inflação.
Medindo a inflação: IGP-M
Você sabe como se dá o aumento de preços no mercado?

Por Sandra Blanco*
A inflação continua sendo o alvo de todas as atenções. Então, é muito importante que você entenda melhor essa variável econômica, caso contrário, pode continuar tendo a ilusão que esse fenômeno não afeta seu modo de viver. A alta da inflação diminui o valor da moeda e a conseqüência é a queda do poder de compra.

Como fenômeno, ela não é inesperada como um novo vírus, ocorre periodicamente na economia. É continuamente vigiada pelas autoridades, pois é saudável que se mantenha sob controle.

O ciclo tem a seguinte dinâmica: pessoas passam a gastar mais aumentando a demanda por produtos e serviços e os preços sobem; as pessoas voltam a comprar menos e o ciclo recomeça.

Não há um consenso entre os economistas sobre as causas da inflação. De um lado estão os que acreditam que a razão é a maior quantidade de dinheiro circulando. Do outro lado estão os que acreditam que é o aumento da demanda.
Há várias formas de medir a inflação, e é por isso que você pode encontrar diversos índices. Conhecer todos não é tarefa fácil porque cada um tem uma metodologia. Cada índice mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços.

Dada a abrangência e o uso do IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado), medido pela Fundação Getúlio Vargas, é esse índice que você precisa compreender para poupar e investir de maneira eficiente. Ele é o mais utilizado para calcular as variáveis reais da economia.

O IGP-M como variação de preços de uma cesta de produtos e serviços é composto por três mini-cestas com pesos diferentes: preços do comércio atacadista (a mais pesada), do varejo (a de peso médio) e da construção civil (a menos pesada). Falando mais tecnicamente, o IGP-M é calculado pela média ponderada de outros três índices: 60% do Índice de Preços por Atacado (IPA), 30% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e 10% do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

Os preços dos produtos e serviços que compõem a grande cesta são coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. Assim sendo, o IGP-M de junho já foi divulgado e o de julho está em fase de coleta de dados.

Em junho, o IGP-M** subiu 1,98%, combinação de alta de 2,27% do IPA com 0,89% do IPC e 2,67% do INCC. Vamos abaixo ver os produtos e serviços que tiveram seus preços aumentados e foram os maiores responsáveis pelo aumento do IGP-M no mês:

No atacado: Produtos agropecuários e as matérias-primas, por exemplo, a soja em grãos, os adubos e fertilizantes, o aço e o ferro.

No varejo: Alimentos, principalmente o arroz branco, batata-inglesa e o pão francês.

Na construção civil: A mão-de-obra de ajudantes, serventes, pedreiros e carpinteiros.
* Consultora financeira e trabalhou na Merril Lynch, nos EUA. Fundadora do primeiro clube de investimento feminino brasileiro, Sandra assina a coluna do portal que tem foco na educação financeira para mulheres.
** Fonte: Divisão de Gestão de Dados - IBRE/FGV

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