E 2015, hein?!

E este ano, hein?! Já acabou? Pois é... 2015 foi aquilo que aconteceu entre o último gole do brinde de ano novo e essa semana parada, ociosa e sem graça, que nos escancara que o Natal, que é bom, já passou e o novo ano deve logo chegar. E foi um piscar de olhos, não foi? Nunca ouvimos tanto que “os dias têm passado rápido demais”. Nunca sentimos tanto em nossa própria pele a adrenalina de um mundo que não para de girar cada vez mais rápido.

Fiz uma lista de realizações e acontecimentos pessoais e, olha, parece que apesar dessa rapidez com que os dias fluíram, com aquela sensação é de que não houve tempo para nada, é óbvio que a vida não parou de acontecer.

Naquela lista, decidi colorir de azul o que fosse positivo e de vermelho o que era negativo. Graças a Deus, ambas as cores apareceram ali. Agradeço sim, porque a prova, a luta e aquilo que nos derruba é também o que nos fortalece.

E ainda assim, há muito mais azul que vermelho por lá... 2015 foi ano de crise e de dificuldade. Todo mundo sabia que seria assim. O segundo semestre foi ainda mais difícil, pelo menos para mim, mas isso não me tira a esperança que 2016 pode me surpreender, porque já disse Carlos Drummond de Andrade, sujeito genial aquele que teve a ideia de cortar o tempo em fatias, às quais chamamos de ano.

Afinal, parafraseando o escritor, doze meses podem nos levar à exaustão, mas então chega o milagre da renovação e temos a chance de começar tudo de novo, como outra vontade, acreditando que daqui pra frente vai ser tudo diferente! Desejo um feliz 2016 pra gente. Que seja melhor que 2015 e simplesmente inimaginável em nossa limitada mente humana!

Aproveito a arte para fazer uma propaganda de nosso
programa na rádio, uma das minhas vitórias desse ano! ;)


E POR AÍ...

E se quer saber como é que esse ano foi maior do que parece, vamos lá... Dilma tomou posse para seu segundo mandato e, então, tudo começou... Erros e manobras vindo à tona e protestos anti-PT eclodindo em todo o Brasil. Não é para menos: pedaladas fiscais do Governo Federal, rebaixamento econômico do Brasil e o agravamento da crise econômica - hoje com a maior recessão em 25 anos e alto nível de desemprego, especialmente entre pais de família - resumem o ano.

Avanços da Lava-Jato levaram muita gente para trás das grades e escancararam a corrupção deste País. Muita polêmica dividiu a internet em torno da execução de brasileiros na Indonésia e a cada dia mais a web se divide em prós e contras extremos.

Terroristas atacaram o jornal Charlie Hebdo em Paris. O Estado Islâmico não parou um único momento e espalhou medo e desgraça. Ataques novamente em Paris, no final do ano, transtornaram o mundo. Por falar em tristeza, ficará em nossa mente a imagem do menino sírio Aylan, encontrado morto após um naufrágio. Ele se tornou o símbolo da crise dos refugiados, que assola a Europa.

No Brasil, a redução da maioridade penal gerou polêmica, a tragédia em Mariana trouxe tristeza e destruição e o início do processo de Impeachment de Dilma ainda causa muita discussão. Epidemia de dengue espalhada pelos quatro cantos do País, e não parou por aí, veio o Zika vírus, e o medo agora é da microcefalia.

Enquanto isso o Dólar sobe, a inflação está em alta e nós, brasileiros, cada vez mais pobres (além de desempregados, como já citei). A moda gourmet varreu o País com festivais de food truck e os programas de culinária ganharam força. Vimos Izabel dar a volta por cima e ganhar o MasterChef, Lucas tomar uma bronca em rede nacional, e morremos de raiva com a molecada do MasterChef Jr, cozinhando melhor que os adultos.

Teve brasileiro achando que era o fim do mundo com o bloqueio do WhatsApp, que acabou durando apenas 12 horas e, neste momento, me questiono como pode termos nos tornado tão reféns de um simples aplicativo.

Ganhamos este ano o último filme de Jogos Vorazes, que fechou com chave de ouro a saga, e a volta de Star Wars, com mais um filme, que enlouqueceu o mundo Nerd. Na Netflix, Narcos e o Demolidor trouxeram ação para nossas telas.

A realeza britânica ganhou sua princesinha, Charlotte, mas no Brasil, só se falava mesmo no bumbum da Paola Oliveira e todo mundo parou para ver o mar vermelho se abrindo. Ainda falando em TV, destaques para a interpretação da usuária de drogas Larissa, por Grazi Massafera, que chocou e comoveu os espectadores, e para Maju, a menina do tempo, ganhando evidência (e também sofrendo com o racismo, ao lado de outros artistas também vítimas esse ano), e a morte do sertanejo Cristiano Araújo, repercutiu mais que toda a sua carreira em vida.

Começamos o ano com a volta de Anderson Silva aos tatames do UFC sufocada após o lutador ser pego no exame antidopping e terminamos com José Aldo indo ao nocaute em 13 segundos. Vimos o escândalo na Fifa crescendo, mas, no futebol, pelo menos o Corinthians é hexacampeão brasileiro. ;) Já o Vasco... Rebaixado de novo.

A internet em 2015 ferveu com a polêmica do vestido azul e preto (ou seria branco e dourado?!), repercutiu frases e entrevistas da presidente Dilma e, com certeza, você ouviu alguém falar em "mandar nudes”. Aliás, e o nudes do Stênio Garcia? Foi em 2015, assim como a explosão de Wesley Safadão. E se você pensou que o ano ia terminar no "Já acabou Jéssica?", não podia contar que a Fabíola causaria tanta polêmica com uma ida à manicure. Viralizou.

Pois é, passou rápido, mas não deixou de ser um grande ano, cheio de altos e baixos. Que nossa esperança se renove e 2016 venha cheio de boas novas... Feliz Ano Novo!!!

E 2015 se resume em...

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