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a vida e o mistério

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Muito já se falou esta semana sobre a morte de uma jovem de 21 anos no último sábado, na Ponte do Esqueleto, em Limeira-SP. Ela participava de uma atividade radical, conhecida como rope jump , e ao ser arremessada para um "salto aviãozinho" a equipe não verificou o básico: não havia corda acoplada a seu corpo e a moça foi direto para o chão, de uma altura de cerca de 40 metros. Quando os primeiros fatos chegaram, foi difícil acreditar. Cheguei a dar o "benefício da dúvida", mas os vídeos começaram a circular e não tive mais o que hesitar. Três pessoas que venderam a ela o salto não fizeram o básico do básico. De maneira criminosa e bizarra, como se fossem zumbis, desconectados da realidade, do contexto, da ocasião, lançaram a mulher para seus últimos segundos de vida. Como todos que acompanharam as notícias, pensei tanto naquilo, nas tantas camadas do fato... Mas o que quero mesmo falar aqui não é sobre culpa ou dolo, sobre responsabilização relacionada ao local, à ...

abelhas

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 Dia desses li por aí que as abelhas vivem cerca de um mês, mas nesse período voam quilômetros, visitam inúmeras flores e trabalham incansavelmente em prol de sua colmeia. E ao final da vida, uma abelha produz o equivalente a menos de uma colher de chá de mel. Parece pouco sob a nossa ótica, mas o legado daquilo que ela cultivou por toda sua vida é inúmeras vezes maior que seu próprio peso. O verdadeiro valor está naquilo que ela deixa! Uma pequena abelha, o doce produto... Me peguei refletindo sobre essa verdade sentada em um jardim em um dia de almoço qualquer no meio da semana. Momentos de pausa que eu dificilmente teria, mas diante de uma obrigação me vi diante da permissão para desacelerar. E que bom, que bom que deu tempo de registrar o voo das abelhas, o agradável cheiro das lavandas e a calma daquele jardim. Se permita também! Fotos: Roxane Regly

o elo perdido

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Nos últimos anos, quem eu sou foi totalmente moldado pelo "o que eu sou". O casamento veio rapidamente seguido da maternidade e uma série de perrengues os quais eu escolhi viver... Nada que eu me arrependa. Mas foi ali que eu pareço ter perdido, em partes, o fio da meada. Mas pensando bem, acho que na verdade eu nunca perdi nada... Apenas troquei de novelo e segui tricotando a vida.  Me peguei dia desses buscando me reconectar com esse elo perdido. Porque, sim, não há nada de mal no que eu fui e no que hoje sou. Apenas parece ter ficado um vão entre eles, como se faltasse uma ponte que ligasse esses dois tempos distintos.  Eu que por tantos anos vivi a escrever, pareço ter caído num poço de esquecimento e me arrependo pelas memórias que deixei de registrar. Meu "eu" escritora veio à tona quando decidi que era tempo de recomeçar um velho projeto de escrever ficção, em partes, baseada em vivências - minhas ou de outras pessoas. Histórias que se desdobrassem da minha c...

Uma criança saudável é espontânea, barulhenta, inquieta, emotiva e colorida (Por A Arte de Ser Feliz)

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Uma criança não nasce para estar sentada, vendo televisão ou brincando com o tablet. Uma criança não quer estar calada o tempo todo. Elas precisam se mexer, explorar, encontrar novidades, criar aventuras e descobrir o mundo que as rodeia. Elas estão aprendendo, são esponjas, brincalhonas natas, caçadoras de tesouros, terremotos em potencial. Elas são livres, almas puras que tentam voar, não ficar de canto, amarradas ou com algemas. Não as façamos escravas da vida adulta, da pressa e da escassez de imaginação dos mais velhos. Não as apressemos ao nosso mundo de desencanto, potencializemos a sua capacidade de se surpreender. Precisamos garantir que tenham uma vida emocional, social e cognitiva rica de conteúdos, de perfumes de flores, de expressão sensorial, de alegrias e de conhecimentos. O que se passa no cérebro de uma criança quando brinca? A brincadeira tem benefícios para as crianças em todos os níveis (fisiológico-emocional, comportamental e cognitivo) que não são novidade. De fat...

Quando faltar fé, se encha de esperança...

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Tem dias que a gente não se sente bem com a gente mesmo, estamos insatisfeitos com aquilo que somos, fizemos e sentimos, nos arrependemos até das coisas que até horas antes nos orgulhavam, nos preenchiam, nos faziam viver e lutar. Nos amedrontamos diante do incerto e até do certo, duvidamos das promessas, de nossas habilidades e acreditamos somente nas derrotas, nos afogamos nas dificuldades. Respire fundo, medite em seu próprio interior, nas certezas que uma vez você já teve! E quando faltar certezas, nos enchemos das promessas paternas a um filho jovem e frágil. Uma criança insiste em acreditar que os monstros debaixo de sua cama são reais e vão lhe devorar! O pai já lhe disse que ali não tem nada de real e oferece tantas opções de proteção e há tanto a viver, desbravar e conquistar fora daquele quarto escuro!  Parece tolo, né?! Mas nós somos assim, acreditamos que nossos medos subjetivos são reais, que nada é capaz de diminuir nossa dificuldade, que não há mil...

Oportunidade

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Há vários anos, bem no início da minha vida profissional, ouvi um patrão me dizer a seguinte metáfora: "a oportunidade é um cavalo selado que surge na sua frente. Cabe a você decidir se vai montá-lo ou simplesmente deixá-lo ir embora, sem saber se um dia ele vai voltar." Eu me agarrei àquelas palavras cada um dos meus dias que sucederam. Não muito depois, vi portas se abrirem e não tive dúvida que ou eu entrava ou saberia que "meu cavalo selado" estava cavalgando para longe. Assistindo a uma palestra motivacional dia desses, o preletor dizia que há três chances na vida de conquistarmos prosperidade. A primeira delas é "nascer em berço de ouro"; a segunda é casar-se com alguém assim; e a terceira é trabalhar por aquilo que se quer. Em geral, a maioria de nós já nasce com a falta de 2/3 dessas chances. Portanto, ou vamos precisar nascer de novo, ou casar-se de novo ou simplesmente correr atrás daquilo que queremos. Vale para tudo na vida... Para a vida...

Ela não precisa...

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Ter um filho pode ser um sonho, uma intenção, um objetivo, mas nunca uma necessidade. Ainda mais se esse essa ideia não vem de uma vontade nossa, e sim uma imposição social, um palpite, baseado em achismo… Quer entender? Eu tenho uma amiga que gosta muito de animais. Ela tem vários bichinhos de estimação e faz tudo por eles. Os cachorrinhos dela tem de tudo – roupinhas da moda, brinquedos, as melhores rações e vários petiscos. Esses cachorrinhos tem dengo e amor de sobra. Mas aí, ouvi certo dia o palpite de alguém “aff, mas essa mulher tá precisando arrumar um filho, porque não dá tudo isso para uma criança? Por que não adota um bebê?” Fiquei indignada. Ter um bebê, criar e educar uma criança é tão mais complexo do que um animal. Uma criança exige de você responsabilidade, amor, tempo, instinto. E às vezes algumas mulheres simplesmente não estão, nem nunca vão estar preparadas para isso e ponto. Outras, já têm tudo isso dentro de si, mas têm inúmeros motivos para ainda “não ser a h...

A base de tudo

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Amar é, certamente, o mais lindo sentimento que existe. E quem não sonha encontrar um amor? Quem nunca suspirou por alguém e desejou que aquela sensação fosse recíproca? Mas ao longo do tempo descobri que amar, mais que um sentimento, era uma decisão. Sim, uma ação, uma atitude. Você pode discordar: mas e as borboletas no estômago, aquele encantamento, aquela química? Pois é! Ela é real, mas tem outro nome e outro significado: paixão, que segundo o dicionário é um “sentimento intenso que possui a capacidade de alterar o comportamento, o pensamento etc. Atração intensa (também sexual) por (algo ou alguém)”. Só que amar mesmo exige da gente decisão diária, escolher que queremos demonstrar estima, gostar e ter uma boa relação com alguém (definição também do Dicionário). Dessa maneira, a base de um casamento é o compromisso estabelecido frente a tudo e a todos. “Serei a ti fiel, na alegria ou na tristeza…” Porque assim eu escolhi! Porque meu compromisso é te honrar e te respeitar. ...

Vida no Apezinho

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Morar num apezinho? Que história é essa, hein Roxane? Pois é, chegou aquele dia na minha vida que eu percebi que era exatamente isso que eu faria: morar numa caixinha compacta, de poucas entradas e saídas para ar puro, mas de tamanho suficiente para caber nosso amor incondicional. É bem dramático lembrar que não muito tempo antes eu tinha horror à ideia, porque hoje eu simplesmente amo muito pensar no nosso cantinho daquele jeitinho… Afinal, só não muda de opinião quem não a tem! Resumindo a história, há alguns anos, já namorando o Lucas, porém em um projeto pessoal, eu comprei um apartamento ainda na planta. Cheguei a pegar as chaves e a cogitar morar lá… Mas era tão pequeno e eu fiquei traumatizada com a ideia de não ter sequer onde guardar um aspirador de pó, caso o tivesse. Me sentia sufocada e, então, vendi o apartamento e jurei que só voltaria a falar em mudar se fosse para uma casa. Ano passado, já na contagem regressiva do casamento, percebi que precisaríamos de um lug...

Dia da mulher: para amar-te e respeitar-te

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Já há alguns anos, o Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje (8 de março), caminha para se tornar apenas mais uma data comercial – com o incentivo à venda de flores, chocolates e presentes. Não que a mulher não goste de ser lembrada e presenteada, mas tudo o que elas não precisam é de apenas um dia de lembrancinhas. Precisamos também de reflexão e mudança! Ser mulher é maravilhoso, sim! Lutamos por igualdade de direitos sociais e civis, o que é justo, mas em sua essência há um brilho diferencial nas mulheres, uma missão especial, e isso é incrível, é divino! Nada, porém, justifica que o gênero venha a ser fator de exclusão social... Divinamente somos seres humanos iguais e perante a humanidade deveríamos ser também! Porém, mulher ganha menos, mesmo quando trabalha igual, ainda é obrigada a cuidar de todo o serviço da casa e dos filhos e ainda sofre violência de todas as maneiras... TODAS! Quando meu carro quebra, não o levo ao mecânico. Peço a meu noivo ou meu pai. É difí...

A opinião do outro

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Nós estávamos felizes e bem humorados. Tínhamos ido a um festival no centro da cidade, comemos um lanche legal e compartilhamos momentos bons! Mas aí ele veio me contar: Anderson Silva, o Spider, perdeu a luta. Eu nem sabia que lutaria. Eis que soltei minha opinião: "para mim, Anderson Silva é um 'looser'", expressão que traduzida literalmente significa "perdedor". Justifiquei minha afirmação: não que eu ache que ele seja, por toda a vida, mas que estaria nessa fase. Isso porque já há algum tempo ele não alcança a expectativa de pessoas como eu, simples expectadores, que não avaliam toda uma carreira, mas apenas os resultados recentes. Memória curta, sabe?! Foi pouco para começar uma argumentação sem fim. Ele não se conformava com minha afirmação e eu só queria o direito de achar o que eu achava, baseado em meus próprios argumentos. Por fim, fiquei mal humorada, dei tchau, boa noite e fui dormir. Quantas vezes a gente não perde tempo assim, com mau...

Julgamento online

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Ainda que a gente não queira ou diga não querer, julgar parece instintivo para nós. Entretanto, como qualquer instinto, é plenamente possível controlá-lo, se refletirmos um pouco mais sobre nossa atitude.  Se julgar já era fácil, em tempos de Facebook e Instagram, isso tornou ainda mais tentador. Os tribunais virtuais estão na palma de nossas mãos, ao alcance de nossos olhos todo o tempo. Vivemos sob a supervisão de juízes afoitos. Mais engraçado ainda é que não nos escondemos. Pelo contrário. Em era de Facebook, as pessoas parecem exibir-se cada dia mais, expondo cada passo de seu dia a dia. Festas boas, roupas boas, comidas boas... Já aos “juízes” cabem comentários não publicados, massacrando pessoas de acordo com suas conclusões. A maioria de nós diz seguir a Jesus, o grande mestre, que até hoje inspira e motiva multidões, mas ignoramos que foi ele mesmo quem disse em seu mais famoso discurso:  "Não julguem, para que vocês não sejam julgados...

E 2015, hein?!

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E este ano, hein?! Já acabou? Pois é... 2015 foi aquilo que aconteceu entre o último gole do brinde de ano novo e essa semana parada, ociosa e sem graça, que nos escancara que o Natal, que é bom, já passou e o novo ano deve logo chegar. E foi um piscar de olhos, não foi? Nunca ouvimos tanto que “os dias têm passado rápido demais”. Nunca sentimos tanto em nossa própria pele a adrenalina de um mundo que não para de girar cada vez mais rápido. Fiz uma lista de realizações e acontecimentos pessoais e, olha, parece que apesar dessa rapidez com que os dias fluíram, com aquela sensação é de que não houve tempo para nada, é óbvio que a vida não parou de acontecer. Naquela lista, decidi colorir de azul o que fosse positivo e de vermelho o que era negativo. Graças a Deus, ambas as cores apareceram ali. Agradeço sim, porque a prova, a luta e aquilo que nos derruba é também o que nos fortalece. E ainda assim, há muito mais azul que vermelho por lá... 2015 foi ano de crise e de dificul...

O pastor e o tatuado

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Uma mulher, um bebê, um carro, uma avenida movimentada, uma falha no motor. A mulher, sozinha, desceu do carro em meio ao cruzamento e, com a criança no colo, esperou por ajuda. Passavam por ali alguns veículos, algumas pessoas, mas dois homens, em dois carros diferentes, por ali passavam e chamaram-me a atenção. Um pastor evangélico e um homem tatuado (com braços e pescoço preenchidos por desenhos) fizeram mais do que olhar o pequeno distúrbio no trânsito que começava se formar. Não hesitaram, agiram. Naquela manhã de domingo, nenhum deles titubeou ou pensou duas vezes. Deixaram seus carros parados no meio fio com os pisca-alertas ligados e foram de encontro à mulher, seu filho e o carro quebrado.  Ainda que muito se tenha evoluído em termos de liberdade de escolhas, em nossa sociedade ainda paira uma atmosfera cheia de ódios e preconceitos, uma polarização de gostos e desgostos, de extremos. Criamos todos os dias estereótipos injustos. Aqui vos fala aq...

Reflexões em fórum da Metodista sobre jornalismo I

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Assim como temos conversado nas aulas da pós-graduação em Gestão de Conteúdo- Jornalismo, da Universidade Metodista de São Paulo, a mudança da linguagem e postura é inevitável no jornalismo e é tendência que não temos como negar. Agora há pouco eu conversava com um pequeno grupo de amigos jornalistas, com quem me formei em 2010, e que atuam na mídia tradicional (impresso e rádio) aqui no interior de SP. Uma delas lamentou sentir que nossa profissão estaria chegando ao fim, o que discordei. Creio que precisamos reinventar nossa atuação. Assistimos a duas palestras que falam de um novo caminho: The Future of Journalism (Tom Rosenstiel at TEDxAtlanta) Citizen Journalism (Paul Lewis at TEDxThessaloniki) Exemplos como os das palestras que assistimos estão cada vez mais presentes nos meios de comunicação que acompanho. As rádios já integram o ouvinte por meio do WhatsApp, as TVs trazem cada vez mais conteúdo vindo do espectador. Só sinto ainda muita resistência nos jornais e...

Breve guia de uma paulista em fim de semana prolongado no Rio de Janeiro

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Em abril deste ano eu estive com o Lucas no Rio de Janeiro. Passamos quatro dias por lá, na casa de um casal amigo, na Barra da Tijuca. Estávamos do outro lado da cidade, no que diz respeito aos pontos turísticos e principais praias, o que dificultou um pouco a nossa mobilidade. Isso nos fez tomar alguns chás de cadeiras em pontos de ônibus e fazer literalmente viagens de horas e horas para chegar de um lugar no outro. Porém, a maior parte dos turistas vai ficar mesmo na região de Copacabana, ou mesmo Ipanema, o que facilita tudo! Não vou aqui dar um roteiro pronto do que fazer e em quantos dias, mas vou falar dos pontos pelos quais passei e como chegar até eles. Lembrando que eu passei cinco dias no Rio, dois deles “turistando” ao extremo, um dia curtindo a companhia de nosso anfitrião, um dia curtindo praia e shopping e no último pegamos uma prainha de leve antes de embarcar de volta pra casa. O Rio de Janeiro faz jus ao nome de Cidade Maravilhosa! O Rio é lindo, é de ench...

Violência contra a mulher

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O meu coração se encheu de dor e agonia depois que eu vi pela primeira vez, no início daquela tarde, a notícia com a foto de uma jovem mulher que teve suas mãos decepadas pelo companheiro, caso de violência doméstica. Como parte da minha rotina, voltei várias vezes a entrar naquele portal, para me atualizar das notícias. E todas as vezes que descia a página, dava de frente com a foto dela e, confesso, eu queria chorar. Gisele é uma moça nova, 22 anos. E após anos e anos em um relacionamento completamente abusivo, decidiu romper com a prisão que vivia. O resultado foi desastroso. O companheiro enfurecido desferiu-lhe golpes com um facão. Para proteger-se usou as mãos, que foram decepadas, e em seguida os pés, também cortados, além de taios na cabeça e por todo o corpo. O que restou daquela linda mulher é uma vida destruída, deitada sobre a cama com ambos os pés recém-enxertados e sem as mãos. Deficiente, impotente, sem os cabelos, cheia de cortes e talvez de medo. Por outro...