o elo perdido
Nos últimos anos, quem eu sou foi totalmente moldado pelo "o que eu sou".
O casamento veio rapidamente seguido da maternidade e uma série de perrengues os quais eu escolhi viver...
Nada que eu me arrependa.
Mas foi ali que eu pareço ter perdido, em partes, o fio da meada.
Mas pensando bem, acho que na verdade eu nunca perdi nada... Apenas troquei de novelo e segui tricotando a vida.
Me peguei dia desses buscando me reconectar com esse elo perdido. Porque, sim, não há nada de mal no que eu fui e no que hoje sou. Apenas parece ter ficado um vão entre eles, como se faltasse uma ponte que ligasse esses dois tempos distintos.
Eu que por tantos anos vivi a escrever, pareço ter caído num poço de esquecimento e me arrependo pelas memórias que deixei de registrar.
Meu "eu" escritora veio à tona quando decidi que era tempo de recomeçar um velho projeto de escrever ficção, em partes, baseada em vivências - minhas ou de outras pessoas. Histórias que se desdobrassem da minha cabeça, partindo de um ponto central que nada fosse além de um fragmento de vida.
Nessa busca, me reencontrei com meu velho blog, que por tantos anos me acompanhou, com crônicas, reflexões, histórias e devaneios... De volta a ele, mergulhei na minha própria essência e descobri que muito antes eu já desenrolava meu próprio ser com arte e expressão. Senti orgulho de tudo que produzi e aqui estou para continuar... Espero me recordar de boas lembranças e transformá-las em palavras que toquem e eternizem a vida, preciosa como só ela é!
Que meus olhos sigam atentos ao cotidiano, à beleza que há no que é corriqueiro.

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