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Ela não precisa...

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Ter um filho pode ser um sonho, uma intenção, um objetivo, mas nunca uma necessidade. Ainda mais se esse essa ideia não vem de uma vontade nossa, e sim uma imposição social, um palpite, baseado em achismo… Quer entender? Eu tenho uma amiga que gosta muito de animais. Ela tem vários bichinhos de estimação e faz tudo por eles. Os cachorrinhos dela tem de tudo – roupinhas da moda, brinquedos, as melhores rações e vários petiscos. Esses cachorrinhos tem dengo e amor de sobra. Mas aí, ouvi certo dia o palpite de alguém “aff, mas essa mulher tá precisando arrumar um filho, porque não dá tudo isso para uma criança? Por que não adota um bebê?” Fiquei indignada. Ter um bebê, criar e educar uma criança é tão mais complexo do que um animal. Uma criança exige de você responsabilidade, amor, tempo, instinto. E às vezes algumas mulheres simplesmente não estão, nem nunca vão estar preparadas para isso e ponto. Outras, já têm tudo isso dentro de si, mas têm inúmeros motivos para ainda “não ser a h...

A base de tudo

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Amar é, certamente, o mais lindo sentimento que existe. E quem não sonha encontrar um amor? Quem nunca suspirou por alguém e desejou que aquela sensação fosse recíproca? Mas ao longo do tempo descobri que amar, mais que um sentimento, era uma decisão. Sim, uma ação, uma atitude. Você pode discordar: mas e as borboletas no estômago, aquele encantamento, aquela química? Pois é! Ela é real, mas tem outro nome e outro significado: paixão, que segundo o dicionário é um “sentimento intenso que possui a capacidade de alterar o comportamento, o pensamento etc. Atração intensa (também sexual) por (algo ou alguém)”. Só que amar mesmo exige da gente decisão diária, escolher que queremos demonstrar estima, gostar e ter uma boa relação com alguém (definição também do Dicionário). Dessa maneira, a base de um casamento é o compromisso estabelecido frente a tudo e a todos. “Serei a ti fiel, na alegria ou na tristeza…” Porque assim eu escolhi! Porque meu compromisso é te honrar e te respeitar. ...

Vida no Apezinho

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Morar num apezinho? Que história é essa, hein Roxane? Pois é, chegou aquele dia na minha vida que eu percebi que era exatamente isso que eu faria: morar numa caixinha compacta, de poucas entradas e saídas para ar puro, mas de tamanho suficiente para caber nosso amor incondicional. É bem dramático lembrar que não muito tempo antes eu tinha horror à ideia, porque hoje eu simplesmente amo muito pensar no nosso cantinho daquele jeitinho… Afinal, só não muda de opinião quem não a tem! Resumindo a história, há alguns anos, já namorando o Lucas, porém em um projeto pessoal, eu comprei um apartamento ainda na planta. Cheguei a pegar as chaves e a cogitar morar lá… Mas era tão pequeno e eu fiquei traumatizada com a ideia de não ter sequer onde guardar um aspirador de pó, caso o tivesse. Me sentia sufocada e, então, vendi o apartamento e jurei que só voltaria a falar em mudar se fosse para uma casa. Ano passado, já na contagem regressiva do casamento, percebi que precisaríamos de um lug...

Dia da mulher: para amar-te e respeitar-te

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Já há alguns anos, o Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje (8 de março), caminha para se tornar apenas mais uma data comercial – com o incentivo à venda de flores, chocolates e presentes. Não que a mulher não goste de ser lembrada e presenteada, mas tudo o que elas não precisam é de apenas um dia de lembrancinhas. Precisamos também de reflexão e mudança! Ser mulher é maravilhoso, sim! Lutamos por igualdade de direitos sociais e civis, o que é justo, mas em sua essência há um brilho diferencial nas mulheres, uma missão especial, e isso é incrível, é divino! Nada, porém, justifica que o gênero venha a ser fator de exclusão social... Divinamente somos seres humanos iguais e perante a humanidade deveríamos ser também! Porém, mulher ganha menos, mesmo quando trabalha igual, ainda é obrigada a cuidar de todo o serviço da casa e dos filhos e ainda sofre violência de todas as maneiras... TODAS! Quando meu carro quebra, não o levo ao mecânico. Peço a meu noivo ou meu pai. É difí...

A opinião do outro

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Nós estávamos felizes e bem humorados. Tínhamos ido a um festival no centro da cidade, comemos um lanche legal e compartilhamos momentos bons! Mas aí ele veio me contar: Anderson Silva, o Spider, perdeu a luta. Eu nem sabia que lutaria. Eis que soltei minha opinião: "para mim, Anderson Silva é um 'looser'", expressão que traduzida literalmente significa "perdedor". Justifiquei minha afirmação: não que eu ache que ele seja, por toda a vida, mas que estaria nessa fase. Isso porque já há algum tempo ele não alcança a expectativa de pessoas como eu, simples expectadores, que não avaliam toda uma carreira, mas apenas os resultados recentes. Memória curta, sabe?! Foi pouco para começar uma argumentação sem fim. Ele não se conformava com minha afirmação e eu só queria o direito de achar o que eu achava, baseado em meus próprios argumentos. Por fim, fiquei mal humorada, dei tchau, boa noite e fui dormir. Quantas vezes a gente não perde tempo assim, com mau...

Julgamento online

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Ainda que a gente não queira ou diga não querer, julgar parece instintivo para nós. Entretanto, como qualquer instinto, é plenamente possível controlá-lo, se refletirmos um pouco mais sobre nossa atitude.  Se julgar já era fácil, em tempos de Facebook e Instagram, isso tornou ainda mais tentador. Os tribunais virtuais estão na palma de nossas mãos, ao alcance de nossos olhos todo o tempo. Vivemos sob a supervisão de juízes afoitos. Mais engraçado ainda é que não nos escondemos. Pelo contrário. Em era de Facebook, as pessoas parecem exibir-se cada dia mais, expondo cada passo de seu dia a dia. Festas boas, roupas boas, comidas boas... Já aos “juízes” cabem comentários não publicados, massacrando pessoas de acordo com suas conclusões. A maioria de nós diz seguir a Jesus, o grande mestre, que até hoje inspira e motiva multidões, mas ignoramos que foi ele mesmo quem disse em seu mais famoso discurso:  "Não julguem, para que vocês não sejam julgados...

E 2015, hein?!

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E este ano, hein?! Já acabou? Pois é... 2015 foi aquilo que aconteceu entre o último gole do brinde de ano novo e essa semana parada, ociosa e sem graça, que nos escancara que o Natal, que é bom, já passou e o novo ano deve logo chegar. E foi um piscar de olhos, não foi? Nunca ouvimos tanto que “os dias têm passado rápido demais”. Nunca sentimos tanto em nossa própria pele a adrenalina de um mundo que não para de girar cada vez mais rápido. Fiz uma lista de realizações e acontecimentos pessoais e, olha, parece que apesar dessa rapidez com que os dias fluíram, com aquela sensação é de que não houve tempo para nada, é óbvio que a vida não parou de acontecer. Naquela lista, decidi colorir de azul o que fosse positivo e de vermelho o que era negativo. Graças a Deus, ambas as cores apareceram ali. Agradeço sim, porque a prova, a luta e aquilo que nos derruba é também o que nos fortalece. E ainda assim, há muito mais azul que vermelho por lá... 2015 foi ano de crise e de dificul...