Uma conversa especial
Percorrendo um bairro da periferia da cidade essa semana, tive a oportunidade de ter uma conversa que, com sua simplicidade, pude definir como especial. Eu aguardava dentro do carro, enquanto repórteres do Jornal de Limeira estavam do outro lado da rua fazendo uma matéria. Era uma tarde quente, mas plenamente suportável. Enquanto esperava, eu fuçava o celular, coisas que já estava cansada de ver. Um jovem foi se aproximando pela parte traseira do carro e chegou à janela do motorista. Eu estava no banco do passageiro. -- Oi! -- Oi, tudo bem? -- Respondi. No milésimo de segundo antes de responder, me passou pela cabeça uma ligeira insegurança. Estar à bordo de um carro de reportagem é determinante para nunca se saber se está protegido ou não. Pode parecer preconceito, mas o receio faz parte de nosso dia a dia. -- O que ele quer? -- Foi o que pensei. Mas olhando bem seus olhos mostravam bondade, ingeinuidade eu arriscaria. -- Estou bem. Sabe, eu trabalho na Aril. -- Me contou...