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Lá vai ele...

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Adiei muitos planos e acontecimentos em minha vida em busca de realizar alguns sonhos. Poucas coisas me fizeram cogitar deixar para trás aquilo que determinei fazer. Percebo que, apesar de todo apego, carinho e mimo que tive na vida, sempre fui desprendida, independente e cultivei um forte sentimento de liberdade. É uma garra, ousadia e ambição por fazer e ver acontecer! Comecei escrever esse texto dia desses e fui aos poucos acrescentando as ideias. Eu já tinha materializado todos esses pensamentos, quando durante uma conversa com um amigo, conselheiro, ele, sem mesmo saber do que andava passando pela minha cabeca, destacou tudo isso em mim: o mimo de uma filha única, afogado pela atípica personalidade de uma guerreira. Livre, corajosa e determinada. Não desisto sem tentar, sem experimentar, sem viver... Sou calculista, planejo fatos, palavras, futuro, presente. Crio pautas e estratégias até para as coisas mais simples da vida. E tudo funciona assim. Vejo em mim uma figura que às...

Timmy quer água

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Chegando em casa hoje fui recebida pelo Timmy, meu cachorro (um "semilabrador") aos berros (ou aos latidos, em volume de grito)! Mal abri o portão e ele correu para a calçada, fez um xixi demorado, de quem segurava há algum tempo. Pedi que voltasse para dentro e entrei com o carro. O ritual é o mesmo todos os dias. Eu chego, entro e estaciono, abro a porta do carro e o Napoleão (o pintcher) entra e o Timmy se debruça em meu colo, em meio a latidos e lambidas. Hoje foram mais latidos do que tudo. O Timmy é um cachorro bastante escandaloso e atrapalhado, late muito, sempre! Isso quando não choraminga ou faz coisas engraçadas e insanas. (Diferente do Napoleão, que é chato, briguento, late pouquíssimo e morde por tudo, até por carinho.) Me causou estranheza o excesso de latidos do Timmy hoje. Ele não é assim sempre. Mas não parecia triste, nem irritado. Estava mais para feliz com a minha chegada, mas ainda estava estranho, como quem queria dizer algo. Ele me seguiu. Entrei em...

A Dedicatória

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Eu tenho no meu quarto uma parte de minha estante dedicada a livros que ainda não terminei de ler ou que ainda pretendo ler. Aqueles que um dia comecei e parei, aqueles que ganhei no aniversário passado ou em alguma ocasião específica e não consegui me dedicar a ele ainda. Às vezes paro diante dela e me pego prometendo fazer uma "operação tira atraso". Mas eles continuam lá, talvez por falta de tempo, talvez por não serem tão interessantes. Alguns emprestados e precisando ser devolvidos, outros antigos e amarelados, outros novinhos em folha, querendo ser devorados. Entretanto, dia desses, mesmo com tantos exemplares à minha espera, senti saudade de um antigo, mas muito querido livro de histórias, guardado lá na sessão dos "já lidos". Sou um tanto apegada à maior parte dos livros que ganhei ou comprei, por isso os guardo com zelo. Vez em quando os revejo, folheio. Ainda mais os que de alguma forma são especiais. "Histórias para o Coração" é um desses e é p...